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Tony CARREIRA
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Participou no Prémio Nacional de Música, em 1988, na Figueira da Foz, com a canção Uma noite a teu lado, onde foi uma das 8 canções seleccionadas, com vista a escolher uma canção para o Festival RTP da Canção desse ano. Assinou o seu primeiro contrato discográfico em 1990, com a Discossette, por 3 anos. O seu primeiro disco foi gravado em 1991, com o título É Verão em Portugal. Uma das canções do disco, dedicada ao seu primeiro filho, chamava-se Meu herói pequeno. O tema passou muitas vezes na rádio, por especial intervenção do apresentador Carlos Ribeiro, tornando-se um grande sucesso.
Gravou novo disco em 1992, com o nome Canta canta Portugal, sem assinalável sucesso, o que conduziu ao fim do contrato com a editora.
Em 1993, celebrou novo contrato, desta feita com a Editora Espacial. Gravou o disco Português de alma e coração. Umas das canções do álbum era A minha guitarra, tendo obtido um grande êxito, que permitiria a este trabalho chegar a disco de ouro. Nesse mesmo ano, conheceu Dino Meira, de quem se tornou grande amigo.
A este popular cantor dedicou a canção Adeus amigo, editada no ano seguinte, após o seu desaparecimento. O álbum viria a chegar a disco de platina.
A canção Ai destino, gravada em 1995, tornou-se um êxito estrondoso e marcou definitivamente o seu estilo romântico, que caracteriza a sua obra.
Mais um disco de platina, em 1996, com o álbum Adeus até um dia, apesar de alguma indiferença por parte do público. Participou também nesse ano na gravação do álbum Mãe querida, no qual também participam muitos outros cantores, tais como Sérgio Wonder.
No ano seguinte, 1997, editou novo álbum: Coração perdido. Foi gravado um vídeo (da canção Sonhos de Menino) na sua terra natal, Armadouro.
Um ano volvido e novo álbum, Sonhador, sonhador, completando-se o ciclo dos primeiros 10 anos de carreira.
O ano de 1999 trouxe uma viragem à sua carreira. Começou a dedicar-se às baladas de amor, que sempre acarinhou. Editou o álbum Dois corações sozinhos, que incluiu canções como Depois de ti (mais nada). Foi disco de platina. Recebeu o prémio da TVI para a melhor interpretação masculina e para a melhor canção romântica.
Foi em Janeiro de 2000 que se consagrou no teatro Olympia, em Paris. O seu espectáculo foi gravado, dando origem à edição do álbum Tony Carreira ao vivo no Olympia, que viria a obter tripla platina. Manteve-se nas listas dos discos mais vendidos durante 54 semanas, 37 das quais em primeiro lugar.
Em 2001, um ano mais tarde, Tony voltou ao palco do Olympia, mais uma vez com grande sucesso.
2002 trouxe o cantor a um emocionante concerto no Coliseu de Lisboa. Editou Cantor de Sonhos.
Celebrou 15 anos de carreira em 2003, com um concerto de grande dimensão no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O concerto foi gravado em CD e DVD, com o nome Tony Carreira ao vivo no Pavilhão Atlântico, tornando-se quádrupla platina.
Um novo álbum de temas inéditos foi lançado em 2004. Participação especial em Vidas Proibidas.
Em Maio de 2006, realizou um novo concerto no Pavilhão Atlântico, com lotação esgotada várias semanas antes. Nesse mesmo ano, em Setembro, realizou um concerto em Carcavelos, para ajudar os bombeiros voluntários locais.
Em meados de Dezembro de 2006, foi lançado um novo álbum intitulado A Vida Que Eu Escolhi, um CD composto por músicas inéditas, que, segundo os fãs, representa possivelmente o auge na sua carreira como poeta e cantor de cantigas de amor. Este álbum obteve um grande sucesso, chegando à dupla platina em pré-venda e mais tarde à quádrupla platina.
No âmbito da celebração dos seus 20 anos de carreira, apresentou-se ao público, em Março de 2008, para dois concertos no Pavilhão Atlântico, ambos com lotação esgotada, em 2 dias consecutivos[1].
Recentemente foi envolvido num processo de plágio no qual é acusado de plagiar alguns dos seus êxitos, sendo o caso mais flagrante a canção Depois de ti (mais nada), alegadamente um plágio da música Después de ti, qué? de Christian Castro, um famoso cantor mexicano[2].
É casado e pai de três filhos[3], Sara, David e Mickael Carreira, tendo este último seguido as pisadas do pai como cantor.
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CHIQUITA
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No preciso momento em que os sinos da Igreja do Convento de Campo Maior acabavam de soltar os últimos acordes anunciando a chegada do dia de São João (24 de Junho), na recém criada maternidade do Hospital da Misericórdia, uma jovem senhora dava à luz uma criança do sexo feminino, inaugurando, desse modo, a unidade de obstetrícia do aludido estabelecimento hospitalar.
Foi um verdadeiro acontecimento na terra, cuja notícia se espalhou rapidamente por todas as casas. E a curiosidade foi tal, que os responsáveis clínicos se viram forçados a limitar as visitas apenas aos familiares, única forma de os demais utentes poderem repousar das suas maleitas.
Por esse motivo e haver nascido aos primeiros segundos de dia tão festivo, o rebento esteve prestes a chamar-se Maria João, o que só não sucedeu porque os padrinhos optaram por lhe atribuir os seus próprios nomes. Mas outros aspectos houve que motivaram, desde logo, a enorme curiosidade tanto da vizinhança, como das demais mulheres da Vila. Entre eles, os finos traços fisionómicos da criança e farta cabeleira loura que evidenciava. Chegou mesmo a dizer-se, em círculos de maior religiosidade, que havia nascido um “anjinho”, razão suficientemente forte para que o povo festejasse a “novidade”.
Era, por isso, tempo de festa e de folias várias para os demais habitantes da pacata localidade. Noite de fogueiras, bailaricos e desgarradas que se estendiam pelos diversos recantos desta bonita vila alentejana, erguida pelo punho do homem, entre Elvas e Badajoz.
É, assim, natural, que devido a uma hipotética conjuntura astral mas fundamentalmente à forte influência dos parentes mais próximos – parte dos quais, também eles, dados às cantorias – a jovem criança desde muito cedo começasse a evidenciar atributos para as cantigas, exercício que durante a infância, persistentemente se entregava, sempre que momentaneamente lhe era confiada a missão de reparar por seus irmãos, alguns anos mais novos.
Foi, assim, sem sobressalto, que já em Paris, cerca de vinte anos mais tarde, decidiu aceitar o desafio lançado por diversos compatriotas para cantar um canção portuguesa, no decurso de uma festa a que assistia, enquanto espectadora.
E com tamanha desenvoltura o fez, que, desde logo, foi convidada a participar noutros convívios que a comunidade portuguesa ali radicada estava a organizar, atrás desses, outros vieram, e, com eles, o despertar de uma vocação que permanecia adormecida desde os tempos de infância.
Poder-se-à afirmar, que desta forma, começou, verdadeiramente, a carreira artística de Chiquita. Já lá vão umas dezenas de anos. Embora o empenhamento a vitalidade e o rigor que coloca no seu repertório aliados ao profissionalismo com que o faz, sejam credores da admiração de um vasto público, tanto em Portugal, como no estrangeiro.
De tal sorte, que chegou mesmo a actuar em Festivais Internacionais e programas televisivos em França, representando a música de expressão popular portuguesa. Corria o ano de 1979.
No ano seguinte, gravaria o seu primeiro LP, intitulado “Sem Fronteiras”, no qual contou com a colaboração da poetisa francesa, Valerie Vouge e de vários poetas alentejanos, entre eles Antunes da Silva e Eduardo Olímpio, que, acreditando no seu talento, se dispuseram a escrever para si diversos textos.
De então para cá, inúmeros foram os espectáculos em que participou, tanto em Portugal, como em França, Suíça, África do Sul, Canadá, Austrália e Estados Unidos. Tal como vários são os êxitos musicais que a sua discografia dos quais se destacam, entre outros, “Regresso”; “Três rosas no meu jardim”; “Açorda alentejana”; “O rapaz dos meus sonhos”; “Festa na cama”; “Bota acima, bota abaixo”; “Vai um balde água fria”; “Os homens estão cada vez mais bonitos”; “Meu pai de barba grisalha” e, por último, “A coisa aqui tá preta”, êxitos esses que já lhe deram dois Disco de Ouro e dois Discos de Platina. |
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